Diário Catarinense
Foto:
Kelly Matos / Reprodução
A
discrição que marcou a passagem de Teori Zavascki pelo Supremo Tribunal
Federal (STF) também deu o tom à chegada de seu corpo ao Rio Grande do
Sul neste sábado. Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) pousou na
base de Canoas às 7h20min, longe de fotógrafos e repórteres. A
aterrissagem foi acompanhada de perto apenas por pessoas próximas ao
ministro, como familiares e a presidente da Corte, Cármen Lúcia. O
magistrado, que falava "através dos autos" e não em frente às câmeras,
morreu na quinta-feira, em um acidente aéreo em Paraty (RJ).
Da
cidade da Região Metropolitana, um cortejo partiu rumo a Porto Alegre
às 7h55min. Cerca de 25 minutos depois, chegou à sede do Tribunal
Regional Federal da 4ª Região (TRF4), onde teve início o velório. As
primeiras duas horas seriam reservadas à família e aos amigos — mais
tarde, o plenário seria liberado para acesso do público.
A
escolha do local se deu pelo fato de Teori ter ingressado na
magistratura justamente como desembargador do TRF4, ocupando uma vaga
destinada a advogados. E, quando foi presidente do tribunal (2001-2003),
inaugurou o prédio onde hoje é velado, na Rua Otávio Francisco Caruso
da Rocha, em frente ao Parque Maurício Sirotsky Sobrinho.
O
entorno da sede, nesta manhã, reúne jornalistas de veículos locais e
nacionais. São esperadas presenças de autoridades como, além da ministra
Cármen Lúcia, o presidente da República, Michel Temer, e o presidente
da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Por volta das 10h15min,
já haviam chegado ao local o juiz federal Sérgio Moro, o vice-presidente
do TRF4, Carlos Eduardo Thompson Flores, o diretor da Faculdade de
Direito da UFRGS, Danilo Knijnik, e os desembargadores João Pedro Gebran
Neto e Fernando Quadros.
Integrantes do Movimento Nacional de
Luta pela Moradia que estão no Estado para participar do Fórum Social
das Resistências, ao saberem que o velório seria na Capital, decidiram
ir para a frente do TRF4. Eles têm a expectativa de entrar na cerimônia.
Para Claubanir Alves Maia, o ministro foi um símbolo pela coragem e por
prender "gente importante":
— É uma honra ter um homem como ele no Supremo. Quem vai substituí-lo deveria ser indicado pelos colegas.
O velório deve se estender até as 17h. O sepultamento está marcado para as 18h, no Cemitério Jardim da Paz, no bairro Agronomia.
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