O ministro Herman Benjamin, do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), decidiu convocar mais cinco testemunhas para
depor no processo que investiga irregularidades da chapa de Dilma
Rousseff e Michel Temer à eleição de 2014.
A decisão foi tomada por Benjamin após
receber o relatório com o resultado das diligências feitas em três
gráficas que prestaram serviços à campanha presidencial dos candidatos:
VTPB Serviços Gráficos e Mídia, a Focal Confecção e Comunicação Visual e
a Rede Seg Gráfica Eireli.
As novas testemunhas são Vivaldo Dias da
Silva, motorista da Red Seg Gráfica Eireli; Thiago Martins da Silva,
contratado da VPTB Serviços Gráficos; Elias Silva de Mattos, motorista
registrado como sócio da Focal; Jonathan Gomes Bastos, motorista da
Focal; e Isaac Gomes da Silva. Eles serão ouvidos no dia 8 de fevereiro.
O conteúdo do relatório, elaborado por
uma força-tarefa composta por procuradores eleitorais e
auditores-fiscais, está sob segredo de justiça.
No fim de dezembro, a Polícia Federal
cumpriu diligências em 20 endereços ligados às gráficas nos estados de
São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, com o objetivo de colher
possíveis provas.
Benjamin, que também é corregedor do
TSE, mobilizou a Polícia Federal para a operação depois de ter
encontrado indícios de irregularidades com a quebra do sigilo fiscal de
15 pessoas.
Na época, a defesa de Dilma Rousseff
disse que a contratação das gráficas atendeu a todos os requisitos
legais e que os serviços foram integralmente prestados. O presidente
Michel Temer também negou irregularidades e disse que as novas
providências do TSE não eram motivo de preocupação.
A ação, proposta pelo PSDB, denuncia
supostas ilegalidades nas contas de campanha da chapa Dilma-Temer em
2014. Se o TSE julgar a ação procedente, a medida pode levar à cassação
da chapa e deixar vaga a Presidência da República.
A expectativa é que o trabalho de
investigação, que começou no ano passado, seja concluído ainda este ano,
para que Herman Benjamin possa proferir seu voto sobre a ação no
plenário do TSE. Em seguida, os demais ministros da Corte Eleitoral
também precisam de manifestar. (EBC).
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