Em 2015, foram registrados 1.649.008 casos prováveis de dengue no país, segundo relatório epidemiológico do Ministério da Saúde.
O número é o maior registrado na série histórica, iniciada em 1990. O recorde anterior foi em 2013, com 1.452.489.
Em 2015, a região Sudeste registrou o
maior número de notificações (1.026.226 de casos; 62,2%) em relação ao
total do paí. Em seguida vêm as regiões Nordeste (311.519 casos; 18,9%),
Centro- Oeste (220.966 casos; 13,4%), Sul (56.187 casos; 3,4%) e Norte
(34.110 casos; 2,1%) (Tabela 1). Foram descartados 600.432 casos
suspeitos de dengue no período.
Segundo o Ministério da Saúde, o pico de
maior incidência da dengue ocorreu no mês de abril, com 229,1 casos
para cada 100 mil habitantes, seguido de uma redução a partir do mês de
maio (116,1), tendência observada nos meses seguintes até outubro
(12,2).
A partir de novembro (22,3), a
incidência da doença começa a apresentar leve tendência de aumento. Em
2015 ocorreram 863 mortes por dengue — número também recorde. As regiões
que registraram o maior número de vítimas fatais foram Sudeste (563) e
Centro-Oeste (130).
Recursos
A presidente Dilma Rousseff determinou
recurso de R$ 1,27 bilhão para o desenvolvimento de ações de vigilância
em saúde, incluindo o combate ao mosquito Aedes aegypti, em 2016,
divulgou o governo. A este montante serão adicionados R$ 600 milhões
destinados à Assistência Financeira Complementar da União para os
Agentes de Combate às Endemias. Para intensificar as ações e medidas de
vigilância, prevenção e controle da dengue, febre chikungunya e Zika
também foram aprovados R$ 500 milhões extras, principalmente por conta
da situação de emergência em saúde pública de importância nacional que o
país vive. (G1)

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