sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Chicungunha: Médicos apontam cuidados que pacientes devem ter para tentar amenizar efeitos da doença

As consequências que a chicungunha pode causar nos pacientes levam os médicos a discutirem estratégias e cuidados capazes de amenizar e controlar os sintomas, especialmente se eles perduram após a fase inicial da doença, que dura cerca de dez dias. Entre as características que mais exigem atenção, está a persistência de dor articular, conhecida no meio médico como poliartralgia – queixa comum em mais de 90% dos pacientes no início da doença, que também se manifesta com febre de início súbito, dores nas costas, cefaleia e fadiga.

As dores intensas nas articulações dos pés e mãos, dedos, tornozelos e pulsos também podem ser acompanhadas por edemas. Um quadro como esse não deve se limitar ao tratamento medicamentoso, pois exige também acompanhamento de profissionais da fisioterapia, necessidade de repouso e uso de compressas frias como medida analgésica nas articulações.

“Em algumas situações, a dor persiste e se torna de difícil controle com analgésicos habituais. Por isso, está em elaboração um novo protocolo de controle da dor, um sinal que prejudica a qualidade de vida e pode levar a alterações no humor dos pacientes”, diz o clínico geral Carlos Brito, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e que colaborou com a produção de documento do Ministério da Saúde que orienta profissionais sobre controle da chicungunha.
chincunguia

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