
As consequências que a chicungunha pode
causar nos pacientes levam os médicos a discutirem estratégias e
cuidados capazes de amenizar e controlar os sintomas, especialmente se
eles perduram após a fase inicial da doença, que dura cerca de dez dias.
Entre as características que mais exigem atenção, está a persistência
de dor articular, conhecida no meio médico como poliartralgia – queixa
comum em mais de 90% dos pacientes no início da doença, que também se
manifesta com febre de início súbito, dores nas costas, cefaleia e
fadiga.
As dores intensas nas articulações dos
pés e mãos, dedos, tornozelos e pulsos também podem ser acompanhadas por
edemas. Um quadro como esse não deve se limitar ao tratamento
medicamentoso, pois exige também acompanhamento de profissionais da
fisioterapia, necessidade de repouso e uso de compressas frias como
medida analgésica nas articulações.
“Em algumas situações, a dor persiste e
se torna de difícil controle com analgésicos habituais. Por isso, está
em elaboração um novo protocolo de controle da dor, um sinal que
prejudica a qualidade de vida e pode levar a alterações no humor dos
pacientes”, diz o clínico geral Carlos Brito, professor da Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE) e que colaborou com a produção de documento
do Ministério da Saúde que orienta profissionais sobre controle da
chicungunha.
