A armação do golpe que derrubou a presidente eleita legitimamente Dilma
Rousseff da presidência ganhou um capítulo com uma nova revelação neste
sábado 14.
De acordo com o operador Lúcio Funaro, o
ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebeu das mãos dele
R$ 1 milhão para “comprar” votos a favor do impeachment.
Em depoimento à Procuradoria Geral da
República no dia 23 de agosto, conforme vídeos divulgados pela Folha de
S.Paulo, o dinheiro foi entregue após um pedido de Cunha.
“Ele me pergunta se eu tinha
disponibilidade de dinheiro, que ele pudesse ter algum recurso
disponível pra comprar algum voto ali favorável ao impeachment da Dilma.
E eu falei que ele podia contar com até R$ 1 milhão e que eu liquidaria
isso para ele em duas semanas no máximo”, disse Funaro.
Uma procuradora questiona Funaro,
durante o depoimento: “Ele (Cunha) falou expressamente comprar votos?”.
Funaro respondeu: “Comprar votos”.
“Depois de uma semana de aprovado o
impeachment, comecei a enviar dinheiro para ele (Cunha) ir pagando os
compromissos que ele tinha assumido”, acrescentou Funaro, informando ter
‘consolidado’ o valor total de R$ 1 milhão. O dinheiro foi entregue em
Brasília, Rio e São Paulo, disse.
Em nota, Cunha negou as acusações de
Funaro e declarou ainda ser uma “absoluta mentira” as referências de
Funaro a outros políticos, como Michel Temer. (247)
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