O Palácio do Planalto promoveu nesta terça-feira (3) mais uma
troca na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para salvar o
presidente Michel Temer e seus ministros da denúncia apresentada pela
PGR (Procuradoria-Geral da República).
O Partido da República (PR)
tirou da vaga de titular o deputado Jorginho Mello (SC), que havia
votado contra Temer, e colocou em seu lugar o suplente Delegado Edson
Moreira (MG), que, em plenário, votou a favor do presidente.
A
saída de Mello já estava prevista. O Planalto queria tirar não só ele
como o deputado Expedito Netto (PSD-RO), que também votou contra Temer.
O
líder do PR, José Rocha (BA), negou que a troca tenha sido um pedido do
governo. Afirmou que apenas atendeu pedido de Jorginho Mello.
Partidos
do centrão, inclusive o PR, cobram que o governo cumpra o que prometeu à
época da primeira denúncia: a liberação de cargos e de emendas.
Como
a reportagem mostrou no domingo (1º), deputados também têm pedido a
saída do ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo).
No
dia 26 de setembro, o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), que havia
votado a favor de Temer na primeira denúncia, voltou a ser titular da
comissão -estava como suplente.
CORPO A CORPO
Nesta terça, o presidente Michel Temer passará o dia recebendo deputados no Palácio do Planalto.
A
lista divulgada pelo governo tem 42 parlamentares. No entanto, alguns
já avisaram que não irão. É o caso do líder do PP, Arthur Lira (AL), que
disse apenas ter pedido uma audiência para a bancada de Roraima.
"A liderança só pediu. Não vou", afirmou o parlamentar.
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