
O líder do PSB na Câmara dos Deputados,
Fernando Filho, defendeu a participação formal da legenda no eventual
governo de Michel Temer.
A posição, segundo ele compartilhada por
ampla maioria da Bancada na Câmara dos Deputados, foi manifestada
durante reunião da Executiva Nacional, realizada nesta terça-feira (10),
em Brasília.
No entanto, a direção do partido
decidiu não indicar nem chancelar nomes para compor o ministério de um
eventual governo, embora afirme que contribuirá com propostas e que deve
ser dada a ampla liberdade para o peemedebista reunir quadros
qualificados para enfrentar a crise. Neste ponto que o deputado e seu
grupo aposta.
“Nós queremos que o Governo Temer dê
certo porque se não der, será um desastre ainda maior para o nosso país.
Portanto, a nossa intenção é contribuir para que isso não aconteça.
Isto é um dever cívico”, afirmou o presidente Nacional do PSB, Carlos
Siqueira.
Ao lembrar que recai sobre os
parlamentares a votação de questões fundamentais para produzir as
mudanças necessárias no País, Fernando Filho defendeu que para
contribuir de forma efetiva é necessário estar dentro do novo governo.
“Não podemos ficar esperando as coisas darem certo ou darem errado.”
O líder socialista afirmou que também torce para que, caso venha a ocorrer, o novo governo dê certo.
“O País não aguenta mais ficar da forma
como está. A participação direta é fundamental para que se possa
contribuir para que a gestão possa ter êxito e o Brasil saia da crise
atual”.
Em reunião da Comissão Executiva
Nacional para deliberar sobre a conjuntura política com o processo de
impeachment da presidente Dilma Rousseff, nessa terça-feira (10), oPartido Socialista Brasileiro (PSB) decidiu que vai ficar de fora do governo do vice-presidente Michel Temer. Foram
22 votos contra a participação na gestão Temer e oito votos a favor. A
reunião foi realizada na sede nacional do partido, em Brasília.
Após a decisão, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), que
tem seu filho, o líder do Partido Socialista Brasileiro na Câmara dos
Deputados, Fernando Coelho Filho (PE), cotado para assumir o Ministério
da Integração Nacional, afirmou que as bancadas do PSB no Senado e
na Câmara defendem “o apoio e a participação da legenda no provável novo
governo federal”.
Entretanto, a publicação de Bezerra Coelho não agradou nem um pouco o secretário de Turismo de Pernambuco, deputado federal licenciado Felipe Carreras que afirmou ao Blog de Jamildo que se um membro do PSB participar do governo Temer e não for punido pelo partido, ele irá se desfiliar da legenda.
“Parlamentar se filia a partido, não é
partido que se filia a bancada. Se um parlamentar estiver insatisfeito
com as decisões do seu partido, procure outro que tenha
identificação. Se um membro do PSB participar do governo Temer e não for
punido pelo partido, vou pedir minha desfiliação. Vou escrever isso
para Carlos Siqueira”, disse Felipe.
Carreras ainda disse que não tem nada
pessoal contra Coelho Filho. “Minha posição não é em relação a FBC Filho
ou qualquer outro parlamentar. É uma questão política e de respeito às
instâncias partidárias. Não tenho veto a ninguém, temos uma posição
contrária em participação no governo temer de qualquer parlamentar ou
filiado ao partido”, disse.

O também pernambucano deputado federal
Danilo Cabral, secretário de Planejamento do governo Paulo Câmara (PSB),
explicou a decisão. “O PSB decidiu, corretamente, não participar do
Governo Temer. Para o partido não interessa ao Brasil o debate miúdo e
rasteiro sobre cargos, que fala apenas para a velha política
fisiológica. Queremos debater e encontrar caminhos do futuro para a
pauta da sociedade. Discutir a agenda econômica, política e social.
Lamentavelmente, e diferente do desejo da sociedade, os primeiros sinais
do novo governo indicam uma ponte para o passado”, disse.(Blog de
Jamildo)
Nenhum comentário:
Postar um comentário