A
formação ministerial do governo do presidente em exercício Michel Temer
deverá alterar o cenário político em Pernambuco. A ida de quatro
pernambucanos para a Esplanada – apelidado de “pernambuquério” – acendeu
a luz de alerta no PSB, hoje praticamente hegemônico no Estado e mais
especialmente na Região Metropolitana do Recife (RMR) e ameça a Frente
Popular, formada por diversos partidos.
A ida dos pernambucanos Mendonça Filho
(DEM), Raul Jungmann (PPS), Bruno Araújo (PSDB) e Fernando Filho (PSB),
para as pastas de Educação e Cultura, Defesa, Cidades e Minas e Energia,
fortalece o desejo dos partidos – que até o momento integram a base
aliada do PSB em Pernambuco e na RMR de lançarem projetos próprios para
as próximas eleições.
Nesta linha, a o primeiro sinal de
debandada começou há poucos dias, quando o PSDB e o DEM entregaram os
cargos que ocupavam na administração estadual, quando as especulações
sobre quem ocuparia os ministérios ainda estavam sendo travadas. No
Recife, a situação também preocupa o prefeito Geraldo Julio (PSB), que
tenta a reeleição.
Dentro do PSDB o deputado federal Daniel
Coelho vem tentando viabilizar sua candidatura em oposição ao
socialista. No DEM, a deputada estadual Priscila Krause é quem vem se
movimentando para pavimentar a sua candidatura.
Dentro do PSB a situação também é
considerada desconfortável. Fernando Filho foi alçado à condição de
ministro sem a anuência do governador Paulo Câmara (PSB) e de Geral
Julio. Cãmara, que é vice-presidente nacional da legenda chegou a
divulgar uma nota na manhã desta quinta-feira afirmando que o PSB não
iria chancelar ou indicar nomes para o ministério de Michel temer. À
tarde, porém Fernando Filho foi confirmado na pasta de Minas e Energia.
Pouco depois a bancada do PSB na Câmara Federal emitiu uma nota dando
“apoio incondicional” ao novo ministro.
“Desconforto cria. Punição cabe à
Executiva Nacional se pronunciar. Evidentemente que, como filiado ao
partido, eu tenho que respeitar as decisões do partido. È importante que
todos os filiados respeitem”, disse o goverbnador. Um outro entrave
está junto ao senador Fernando Bezerra Coelho, pai do novo ministro.
FBC, que possui uma forte presença e influência no Sertão do Estado, já
havia demonstrado fortes sinais de irritação quando a legenda anunciou
que não iria participar diretamente do novo governo.
Brasil 247
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