O
presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão
(PP-MA), disse hoje (13) que não pretende renunciar ao cargo que ocupa
desde que o então presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi afastado pelo
Supremo Tribunal Federal. “Sem renúncia. Não tem renúncia. Vamos
administrar o país”, disse ele rapidamente ao chegar à Câmara dos
Deputados.
A especulação sobre uma possível
renúncia de Maranhão teve início quando ele tentou, por meio de um ato,
anular a sessão que encaminhou ao Senado a análise sobre o impeachment
da presidenta Dilma Rousseff. Posteriormente, integrantes de partidos e
da Mesa pediram sua renúncia.
Um dos deputados com quem Maranhão tem
conversado sobre a forma como conduzirá os trabalhos da Casa é o
primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP).
Ele também diz não ver motivos para a renúncia de Maranhão.
“Acho que a gente tem de ajudar a
equacionar as coisas e a governar as coisas aqui na Casa. Logicamente
ele é o presidente e tem de dar o tom. Mas essa ideia de alguns partidos
quererem derrubá-lo à força porque têm seus próprios candidatos, isso é
falta de ser brasileiro”, disse Mansur.
Segundo o deputado, as pressões pela
renúncia já tiveram mais fortes, mas a tendência é que, com o tempo, vão
diminuindo. “A pressão de ontem é menor do que a de antes de ontem e
maior do que a de hoje. Quando ele assinou aquele ato contra 367 votos,
eu mesmo tomei um susto. Mas ele voltou atrás, reconheceu que errou e
pediu desculpas”, disse Mansur.
Benefícios
O primeiro-secretário informou, também,
que o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) continuará recebendo
vários dos benefícios concedidos a ele, uma vez que continua deputado
apesar do afastamento. “Fizemos uma simetria entre Dilma e Cunha. Claro
que Cunha não terá direito à cota Ceap, que é um reembolso da atividade
parlamentar que ele não está exercendo. Mas o restante terá uma simetria
com o que foi dado à Dilma. Preparamos o ato, que foi aprovado na
Câmara, sobre esse assunto. E ele será retroativo ao dia 5 de maio,
quando houve a decisão judicial”, disse ele. Segundo Mansur, a cota Ceap
recebida por Cunha é de cerca de R$ 30 mil. (Agência Brasil)
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