A
imagem do Brasil no mundo vive hoje seu ponto mais baixo em muitas
décadas. O Brasil não é mais o país que eliminou drasticamente a pobreza
e se consolidava como uma das democracias mais sólidas do mundo,
elegendo um presidente operário e, em seguida, a primeira mulher para o
comando da República.
Agora, o Brasil é, aos olhos do mundo,
uma república bananeira, onde um Congresso corrupto, liderado por um
presidente afastado, com milhões escondidos na Suíça, se uniu para
afastar uma presidente honesta.
Esse é o tom dos editoriais dos
principais jornais do mundo. A reação ao golpe parlamentar no Brasil foi
praticamente consensual – e negativa.
Na Alemanha, a reação foi unânime. O Die
Zeit agora classifica o Brasil como um país de “democracia fraca”, o
que representa uma ameaça para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016.
Para o espanhol, a presidente Dilma
Rousseff foi afastada “sem provas”. O francês Le Monde destacou o
caráter misógino da equipe do presidente interino Michel Temer, com seu
ministério sem mulheres, composto apenas por homens velhos e ricos.
Segundo o britânico The Guardian, o sistema político corrupto do Brasil é que deveria ser julgado – e não a presidente honesta.
Para o New York Times, a pena imposta a
Dilma foi desproporcional. Já o britânico Financial Times elogiou a
equipe econômica, liderada por Henrique Meirelles.
Com isolamento no mundo, Temer conta com a boa vontade das empresas familiares de mídia no Brasil. (247)
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