Manifestantes
de movimentos sociais e centrais sindicais fecharam, no início da noite
desta quinta-feira (12), a Avenida Paulista, em protesto contra o
impeachment da presidente Dilma Rousseff e a posse de Michel Temer como
presidente em exercício. O ato fecha a avenida nos dois sentidos na
altura do Masp, onde o grupo se concentrou desde o final da tarde.
Um carro de som acompanha o protesto. Os
manifestantes pretendem caminhar em direção ao escritório à sede da
Fiesp, também na Avenida Paulista.
Por volta de 18h50, a Polícia Militar
fez um cordão de isolamento para impedir que os manifestantes seguissem
até a Fiesp, onde se reúne um grupo favorável ao impeachment.
Os manifestantes queimaram patos de
papelão que levavam durante o protesto, em uma alusão à campanha da
Fiesp pela saída de Dilma.
Abaixo matéria da Agência Brasil:
Em ato na Paulista, movimentos sociais dizem não reconhecer governo Temer
Em manifestação no vão-livre do Museu de
Arte de São Paulo (Masp) desde o fim da tarde de hoje (12), movimentos
sociais da Frente Povo Sem Medo disseram não reconhecer como legítimo o
governo do presidente interino Michel Temer e prometeram intensificar a
mobilização nas ruas do país.
O coordenador do movimento, Guilherme
Boulos, disse que a ação não é em defesa da presidenta afastada Dilma
Rousseff, mas da democracia e dos direitos sociais.
“Não estivemos na rua defendendo a
Dilma, estivemos nas ruas defendendo a democracia contra o golpe e
defendendo direitos sociais. Permanecemos mais do que nunca agora nas
ruas, porque o que hoje se estabeleceu no país é algo muito grave. A
partir do dia de hoje, temos um presidente ilegítimo na cadeira da
Presidência da República”, disse. “Não reconhecemos a legitimidade de um
governo que não seja um governo eleito”, completou.
Os manifestantes pretendem percorrer em
passeata a Avenida Paulista até a sede da Federação das Indústrias do
Estado de São Paulo (Fiesp) e, depois seguir até o escritório na
Presidência da República em São Paulo, também na Paulista.
“Aqueles que acham que o ato do Senado,
consumado na manhã de hoje, vai pacificar o país – eu não sei se alguém
ainda acredita nessa fábula – se alguém acredita nisso, vai ter a
resposta nas ruas. Isso, seguramente, vai intensificar as mobilizações
pelo país”, destacou Boulos.
Equipe ministerial
O coordenador da frente, que reúne mais
de 30 movimentos nacionais, criticou a política social e econômica do
governo Temer. Segundo Boulos, o ministério do presidente interino é
formado por “corruptos notáveis” e deverá servir à retirada de direitos
sociais. “Disseram que iria ser um ministério de notáveis, o que nós
estamos vendo é que é um ministério de corruptos notáveis”, disse.
“É um retrocesso democrático, uma ferida
na democracia brasileira quando se dá um golpe como esse, um golpe
institucional. Ainda há iminência de retrocessos maiores quando se tenta
aplicar um programa desastroso, de terra arrasada, de regressão social
que ataca direitos sociais, que busca atacar programas sociais. Não
vamos admitir isso”, acrescentou.
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