O
jornalista Joaquim de Carvalho, do Diário do Centro do Mundo, observa
que a lista das empresas estrangeiras convidadas pela Petrobras para
participar da licitação da construção da Unidade de Processamento de Gás
Natural (UPGN), obra que pode chegar a R$ 1,5 bilhão, que vai receber o
gás natural produzido a partir de 2020 no pré-sal da Bacia de Santos,
traz várias companhias ligadas a escândalos de corrupção em diversos
países.
“A lista é por ordem alfabética. No topo
da relação, está a empresa Acciona, da Espanha, acusada por uma empresa
alemã por fraude na aquisição de uma estatal de gás natural. A número
2, a inglesa Amec Foster Wheeler, foi acusada pelo Comitê de Proteção do
Petróleo do Azerbaijão, onde atua desde maio de 2001, de operar “com
violações da lei”. A acusação principal é a de não respeitar regras
trabalhistas no país e sonegar impostos”, diz o jornalista.
“A número 3, a Areva, da França, foi
alvo de um processo movido pela ONG anticorrupção Sherpa por pagamento
de propina em negócios de mineração na África do Sul, Namíbia e
República Centro-Africana” e “em dezembro de 2014, segundo nota
publicada no site do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a
empresa norte-americana Bechtel Corporation, a quarta por ordem
alfabética da lista da Petrobras, se declarou culpada num processo por
corrupção”, destaca.
Assim como estas companhias, a matéria
destaca, ainda, que a Chicago Bridge & Iron Company, a Chalco e a
alemã ThyssenKrupp também se envolveram em escândalos de corrupção nos
últimos anos.
“Para o diretor da Associação dos
Engenheiros da Petrobras (AEPET), Herbert Teixeira, a substituição de
empresas nacionais por estrangeiras nas grandes obras “obedece ao um
padrão recente de entrega das riquezas e serviços da empresa”” destaca a
reportagem.
“A Lava Jato mostrou que a corrupção era
facilitada pela forma como a Petrobras contratava, no sistema EPC. E
esse modelo continua intacto, assim como os dirigentes da empresa abaixo
do novo presidente”, diz Herbert.
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